Quais Vitaminas Podem Faltar Para Quem Toma Ozempic? Deficiências e Prevenção

Quais Vitaminas Podem Faltar Para Quem Toma Ozempic? Deficiências e Prevenção

Comer menos não é só comer menos calorias — é também correr o risco de comer menos de nutrientes que o corpo continua precisando na mesma quantidade.

O apetite reduzido pelo GLP-1 (Ozempic, Wegovy, Mounjaro e outros medicamentos dessa classe) é o mecanismo que sustenta a perda de peso, mas tem um efeito colateral silencioso: menos volume de comida tende a significar menos variedade e menos densidade de micronutrientes, mesmo quando as calorias totais parecem razoáveis. Diferente de macronutrientes (proteína, carboidrato, gordura), deficiências de vitaminas e minerais costumam demorar semanas ou meses para dar sinais perceptíveis — o que torna a prevenção mais importante do que a correção tardia. Este guia detalha os nutrientes com maior risco de ficarem em falta durante o tratamento com GLP-1, e como estruturar a alimentação para preveni-las.


Por que o risco de deficiência aumenta com o GLP-1

Três mecanismos combinados elevam o risco nutricional durante o uso de análogos de GLP-1: o esvaziamento gástrico retardado (o estômago demora mais para se esvaziar, o que reduz o volume total ingerido por refeição), o apetite reduzido de forma geral — documentado como efeito central dos análogos de GLP-1 nos principais ensaios clínicos do medicamento (Wilding et al., 2021) — e, em parte dos pacientes, náusea ou aversão a determinados alimentos, muitas vezes justamente os mais ricos em ferro e proteína, como carnes vermelhas. Nenhum desses efeitos é sinal de que algo está errado com o tratamento; são efeitos esperados do mecanismo do medicamento, que precisam ser compensados do lado nutricional.


Vitamina B12

A B12 depende quase exclusivamente de alimentos de origem animal (carnes, ovos, laticínios) — se o volume desses alimentos cair, a ingestão cai junto. A absorção de B12 também depende do ácido estomacal, e o esvaziamento gástrico mais lento pode interferir nesse processo em alguns pacientes. Sinais de deficiência avançada incluem fadiga incomum, formigamento nas extremidades e alterações de memória — mas esses sintomas têm muitas causas possíveis, então o caminho correto é investigar com exame de sangue, não presumir. Fontes prioritárias: ovos, carnes magras, peixes, laticínios; suplementação quando indicada por exame.


Ferro

O ferro é um dos minerais mais sensíveis à queda de apetite, especialmente em mulheres em idade fértil (que já têm necessidade mais alta por causa da menstruação) e em quem reduz o consumo de carne vermelha por aversão ou náusea. Ferro baixo se manifesta como fadiga, palidez, queda de cabelo e falta de ar em esforços leves. Fontes prioritárias: carnes vermelhas magras, feijão, lentilha e vegetais verde-escuros combinados com uma fonte de vitamina C (que melhora a absorção do ferro vegetal).


Cálcio e vitamina D

Se laticínios saem do cardápio por menor apetite ou intolerância percebida, o cálcio costuma ser o primeiro a cair. A vitamina D já é frequentemente insuficiente na população em geral, independente do uso de GLP-1 — e a perda de peso não corrige essa deficiência sozinha, ao contrário do que muita gente presume. A combinação de cálcio baixo com vitamina D insuficiente por tempo prolongado é um fator de risco para saúde óssea a longo prazo. Fontes prioritárias de cálcio: iogurte, queijos, sardinha, couve, gergelim; vitamina D depende principalmente de exposição solar e, quando indicado por exame, suplementação.


Zinco

A queda de cabelo é uma das queixas mais comuns relatadas por pacientes em uso prolongado de GLP-1, e a deficiência de zinco (associada à queda de ingestão proteica e calórica geral) é um dos fatores nutricionais que mais contribuem para esse quadro — ao lado da própria perda de peso rápida, que por si só já pode causar queda de cabelo temporária (eflúvio telógeno) independente de qualquer deficiência específica. Fontes prioritárias: carnes, sementes de abóbora, castanhas, leguminosas.


Biotina e colágeno ajudam na queda de cabelo do Ozempic?

É uma dúvida frequente, já que biotina e colágeno são vendidos amplamente como suplementos para cabelo e pele. A biotina (vitamina B7) participa do metabolismo que sustenta o crescimento capilar, mas a deficiência real de biotina é rara na população em geral — a maior parte da queda de cabelo relatada durante o tratamento com GLP-1 está mais associada à perda de peso rápida em si (eflúvio telógeno) e a possíveis quedas de zinco, proteína ou ferro do que a uma falta específica de biotina. O colágeno, por sua vez, não é um nutriente essencial no sentido clássico — é uma proteína que o próprio corpo produz a partir de aminoácidos obtidos de qualquer fonte proteica adequada, e a evidência sobre suplementação de colágeno especificamente para queda de cabelo ainda é limitada.

Isso não significa que suplementar seja inútil em todos os casos — significa que a decisão de incluir biotina, colágeno ou qualquer suplemento direcionado costuma fazer mais sentido depois de avaliar o quadro completo (ingestão de proteína, zinco, ferro) e, quando possível, exames de sangue, em vez de ser o primeiro passo automático diante de qualquer queda de cabelo.


Eletrólitos: sódio, potássio e magnésio

Em pacientes que apresentam náusea, vômitos ou diarreia como efeito colateral gastrointestinal do medicamento — eventos relatados em uma parcela relevante dos usuários em ensaios clínicos (Davies et al., 2021) — a perda de eletrólitos pelo próprio episódio de vômito ou diarreia é uma preocupação adicional, além da menor ingestão alimentar. Sinais de desequilíbrio incluem cãibras, tontura ao levantar e palpitações. Hidratação com água e eletrólitos (não apenas água pura) durante episódios de vômito ou diarreia intensos, e comunicação com o médico responsável se os episódios forem frequentes, são as medidas prioritárias.

NutrientePor que o risco aumentaFontes prioritárias
Vitamina B12Menor ingestão de proteína animal + possível interferência na absorçãoOvos, carnes, laticínios
FerroAversão a carne vermelha + menor volume totalCarnes magras, feijão + vitamina C
CálcioRedução de laticínios no cardápioIogurte, queijo, sardinha, couve
Vitamina DDeficiência prévia comum, não resolvida pela perda de pesoSol + suplementação conforme exame
ZincoQueda de ingestão proteica e calórica geralCarnes, sementes, leguminosas
EletrólitosNáusea, vômitos ou diarreia como efeito colateralÁgua + eletrólitos, frutas, folhas verdes

“Muitos pacientes chegam achando que, se estão perdendo peso, está tudo indo bem. Mas peço exames de sangue periódicos justamente porque deficiência nutricional não dói e não aparece na balança — o primeiro sinal costuma ser fadiga ou queda de cabelo, quando a deficiência já está instalada há um tempo.”

Taissa Castello, CRN-4 25106120

Quando pedir exames de sangue

Como as deficiências nutricionais nesse contexto costumam ser silenciosas, o painel de exames não deveria esperar sintomas aparecerem. Uma prática comum no acompanhamento de pacientes em uso prolongado de GLP-1 é solicitar (via médico responsável) hemograma completo, ferritina, vitamina B12, vitamina D e, conforme o histórico individual, zinco e eletrólitos — a cada 3 a 6 meses no primeiro ano de tratamento, ajustando a frequência conforme os resultados.

No acompanhamento nutricional com Taissa, esses exames — trazidos pelo paciente ou solicitados em conjunto com o médico responsável — são cruzados com o padrão alimentar individual e o histórico de efeitos colaterais para decidir o que precisa de ajuste imediato no prato e o que só requer monitoramento nos próximos meses. É esse cruzamento entre exame e rotina alimentar real, não um plano genérico de suplementos, que costuma fazer diferença na prevenção.


Como estruturar a alimentação para prevenir deficiências

  • Priorizar densidade nutricional em cada refeição — já que o volume total é menor, cada porção precisa “valer mais” nutricionalmente
  • Variar as fontes de proteína ao longo da semana (carnes, ovos, peixes, laticínios, leguminosas) em vez de repetir sempre a mesma
  • Incluir pelo menos uma porção de vegetais coloridos por refeição principal, mesmo em porções pequenas
  • Considerar um multivitamínico de manutenção como “rede de segurança” nos primeiros meses de tratamento, conversando com o nutricionista sobre a necessidade individual
  • Não pular refeições inteiras só porque não há fome — pequenas porções nutritivas ao longo do dia protegem melhor contra deficiências do que uma única refeição grande

Ácido fólico, vitamina A e outras lacunas menos discutidas

B12, ferro, cálcio e vitamina D concentram a maior parte da atenção quando se fala em deficiências durante o tratamento com GLP-1, mas não são os únicos nutrientes que merecem cuidado. O ácido fólico (vitamina B9), por exemplo, trabalha junto com a B12 na formação de células sanguíneas — uma dieta com pouca variedade de vegetais folhosos, leguminosas e frutas cítricas pode deixar esse nutriente em falta mesmo quando a B12 está adequada. As vitaminas lipossolúveis (A, E e K, além da já mencionada D) dependem de alguma quantidade de gordura na refeição para serem bem absorvidas — refeições muito pequenas e com pouquíssima gordura, comuns em fases de apetite muito reduzido, podem comprometer essa absorção ao longo do tempo.

Isso não significa que cada refeição precisa ser elaborada — significa que vale incluir uma fonte de gordura boa (azeite, abacate, oleaginosas) mesmo nas refeições menores, e não eliminar vegetais e frutas coloridas da rotina só porque o volume geral de comida caiu.


Fibras e função intestinal durante o tratamento

A constipação é um dos efeitos colaterais mais relatados por quem usa GLP-1, e está diretamente ligada à alimentação — não é uma “deficiência nutricional” no sentido estrito, mas é um efeito que a dieta ajuda a prevenir e a amenizar. Com o esvaziamento gástrico mais lento e o volume de comida reduzido, a ingestão de fibras costuma cair junto, o que piora o trânsito intestinal. Priorizar fontes de fibra solúvel (aveia, chia, linhaça, frutas com casca) distribuídas ao longo do dia, junto com uma boa hidratação, costuma ajudar mais do que aumentar a fibra de uma vez só em uma refeição — o que pode piorar o desconforto abdominal já comum na fase de titulação. Na prática de acompanhamento, essa costuma ser uma das primeiras trocas orientadas assim que a constipação aparece, antes de considerar qualquer laxante.

Se a constipação persistir de forma incômoda mesmo com esses ajustes, vale conversar com o médico ou nutricionista responsável — pode ser necessário um ajuste mais específico, e não é algo para resolver por conta própria com laxantes de forma contínua.


Sintomas de deficiência nutricional no Ozempic: o que observar

Muitas deficiências nutricionais leves não dão sintomas óbvios logo de início — a fadiga inespecífica, a queda de cabelo mais intensa, ou a sensação de fraqueza muscular tendem a ser atribuídas ao próprio tratamento ou à perda de peso, quando às vezes têm relação direta com a alimentação insuficiente em algum nutriente específico. Um resumo prático do que vale observar e relatar no acompanhamento:

  • Fadiga persistente ou fraqueza incomum — pode se relacionar a ferro ou B12 baixos, mas também pode vir do próprio processo de perda de peso; o exame de sangue é o que diferencia.
  • Queda de cabelo mais intensa que o habitual — pode ter relação com zinco, proteína ou ferro insuficientes, além do eflúvio telógeno da perda de peso rápida, que ocorre mesmo com alimentação adequada.
  • Cãibras musculares ou palpitações — podem se relacionar a magnésio, potássio ou cálcio baixos, principalmente após episódios de vômito ou diarreia.
  • Formigamento nas extremidades ou alterações de memória — costumam ser sinais mais tardios de deficiência de B12, que merecem investigação com exame de sangue.
  • Unhas fracas ou cicatrização lenta de feridas — podem se relacionar a zinco, embora tenham outras causas possíveis.

Nenhum desses sinais confirma sozinho qual nutriente está em falta — vários se sobrepõem entre diferentes deficiências e têm outras causas possíveis, incluindo a própria perda de peso. Por isso o acompanhamento com exames de sangue periódicos — não apenas no início do tratamento, mas em intervalos regulares definidos pelo médico — é uma ferramenta importante: ele identifica lacunas antes que se tornem sintomáticas, quando a correção costuma ser mais simples.

Do ponto de vista nutricional, o papel prático é traduzir esses exames em ajustes concretos no prato — por exemplo, se a ferritina vem caindo, priorizar fontes de ferro de alta biodisponibilidade (carnes vermelhas magras, ou fontes vegetais combinadas com vitamina C) nas refeições que a pessoa ainda consegue comer com apetite reduzido, em vez de simplesmente recomendar “comer mais ferro” de forma genérica. Esse tipo de ajuste funciona melhor quando parte de um exame real, não de suposição.

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Diferenças entre quem tem apetite muito reduzido e quem tem redução moderada

Nem todo mundo em tratamento com GLP-1 tem a mesma intensidade de supressão de apetite — a resposta varia bastante entre pessoas, e também muda conforme a dose é ajustada ao longo do tempo. Quem tem uma redução mais moderada geralmente consegue manter uma alimentação relativamente diversificada, com risco mais baixo de deficiências, desde que mantenha alguma atenção à qualidade das escolhas. Já quem tem uma supressão muito intensa — às vezes conseguindo comer muito pouco por dia — tem um risco proporcionalmente maior de não fechar as necessidades de múltiplos nutrientes ao mesmo tempo, não apenas proteína.

Para esse segundo grupo, estratégias como suplementação nutricional pontual (sempre orientada por profissional, nunca por conta própria) e refeições muito concentradas em nutrientes — pequenas em volume, mas densas em proteína, gordura boa e micronutrientes — tendem a fazer mais diferença do que tentar simplesmente “comer mais” quando o apetite não permite. Identificar em qual desses perfis a pessoa se encaixa, e traduzir isso em ajustes práticos no prato, é o tipo de avaliação que uma consulta individual com nutricionista permite fazer com mais precisão do que uma orientação genérica.


Perguntas frequentes

Preciso tomar multivitamínico enquanto uso Ozempic?

Não é automático para todo mundo, mas é uma consideração razoável nos primeiros meses de tratamento, quando o apetite costuma estar mais reduzido. A decisão ideal considera o padrão alimentar individual e, quando possível, exames de sangue — não deveria ser uma escolha genérica sem avaliação.

Com que frequência devo fazer exames de sangue durante o tratamento?

Uma referência comum é a cada 3 a 6 meses no primeiro ano, cobrindo hemograma, ferritina, B12 e vitamina D — mas a frequência exata deve ser definida com o médico responsável pelo tratamento, considerando o histórico de cada paciente.

Queda de cabelo no Ozempic é sempre deficiência nutricional?

Não necessariamente. A perda de peso rápida por si só pode causar queda de cabelo temporária (eflúvio telógeno), mesmo com a alimentação adequada. Mas deficiência de zinco, proteína ou ferro pode agravar o quadro, o que torna a avaliação nutricional relevante para ajudar a minimizar o efeito.

Biotina e colágeno ajudam a evitar a queda de cabelo do Ozempic?

A queda de cabelo nesse contexto costuma estar mais ligada à perda de peso rápida e a zinco, proteína ou ferro insuficientes do que a uma falta específica de biotina, que é rara na população em geral. A decisão de suplementar biotina ou colágeno vale ser avaliada olhando o quadro completo, não como primeiro passo automático diante de qualquer queda de cabelo.

Vômitos frequentes com o medicamento podem causar deficiência de eletrólitos?

Sim, episódios frequentes de vômito ou diarreia — relatados por parte dos usuários, principalmente na fase de ajuste de dose (Davies et al., 2021) — podem levar à perda de sódio, potássio e magnésio. Se os episódios forem frequentes ou intensos, é importante comunicar ao médico responsável, que pode ajustar a condução do tratamento.

A perda de peso resolve a deficiência de vitamina D?

Não. Vitamina D depende principalmente de exposição solar adequada e, quando necessário, suplementação — a perda de peso em si não repõe os níveis. É comum a deficiência de vitamina D persistir (ou até ser identificada pela primeira vez) durante o tratamento com GLP-1, por isso vale incluir no painel de exames.

Suplementos vitamínicos podem ser tomados por conta própria, sem orientação?

Não é o ideal. Alguns nutrientes — como ferro e vitamina D em doses altas — podem causar desconforto ou até efeitos adversos se suplementados sem necessidade real. A forma mais segura de decidir o que suplementar é a partir de exames de sangue, e não por tentativa e erro. Um multivitamínico de manutenção em dose baixa costuma ser considerado de baixo risco, mas suplementação direcionada (ferro, B12 em dose alta, cálcio) deve ser guiada por resultado de exame e orientação profissional.

Cãibras musculares frequentes podem ser sinal de deficiência de eletrólitos?

Podem estar relacionadas a baixos níveis de magnésio, potássio ou cálcio, especialmente em quem tem episódios frequentes de vômito ou diarreia durante o tratamento. Também podem ter outras causas (desidratação, esforço físico intenso). Cãibras frequentes ou intensas valem investigação com exame de sangue, em vez de suplementação às cegas.

Zinco e cobre entram no painel de exames de rotina?

Não fazem parte do painel básico de rotina, mas podem ser incluídos quando há sinais específicos — queda de cabelo persistente, cicatrização lenta de feridas, ou alterações no paladar, que às vezes se relacionam com deficiência de zinco. Não costuma ser necessário pedir esses exames de forma indiscriminada; a indicação parte de sintomas ou de um quadro que não melhora com os ajustes nutricionais básicos.

É possível prevenir todas essas deficiências só com alimentação, sem suplemento nenhum?

Para muita gente, sim — com planejamento cuidadoso das poucas refeições que o apetite reduzido permite, priorizando densidade nutricional. Mas para quem tem uma supressão de apetite muito intensa, ou uma dieta de base já restrita por outros motivos (intolerâncias, preferências alimentares), fechar todas as necessidades só com comida pode não ser realista — e nesses casos a suplementação direcionada, orientada por exame, é uma ferramenta legítima, não um substituto de segunda escolha.

Deficiência nutricional durante o tratamento é motivo para interromper o medicamento?

Não automaticamente. A maioria das deficiências identificadas por exame é corrigível com ajuste na alimentação, suplementação direcionada, ou ambos, sem que seja necessário interromper o tratamento — a decisão sobre continuar, ajustar dose ou suspender o medicamento é sempre médica, considerando o quadro clínico completo, não apenas um exame isolado. O papel do acompanhamento nutricional nesses casos é justamente corrigir a lacuna identificada para que o tratamento possa continuar com segurança.

É possível fazer esse rastreamento de deficiências em casa, sem exame de sangue?

Sinais como cansaço persistente, queda de cabelo, unhas fracas ou cãibras frequentes podem levantar a suspeita, mas não confirmam qual nutriente específico está em falta — vários desses sinais se sobrepõem entre diferentes deficiências e também podem ter outras causas, incluindo a própria perda de peso rápida. Testes caseiros de mercado (cabelo, unha, urina) não têm o mesmo respaldo que o exame de sangue laboratorial e podem levar a suplementação desnecessária ou, pior, mascarar uma deficiência real que não foi identificada pelo teste errado. O exame de sangue continua sendo a forma mais confiável de confirmar o que realmente precisa de correção, e é a partir dele que a orientação nutricional e médica consegue ser específica em vez de genérica.


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Taissa Castello é nutricionista inscrita no CRN-4 25106120, especialista em saúde intestinal, emagrecimento funcional e nutrição hormonal. Atendimento 100% por teleconsulta, para todo o Brasil.

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Última revisão por Taissa Castello, nutricionista CRN-4 25106120, em 10/07/2026.

Taissa Castello
Taissa Castello Fonseca
Nutricionista Clínica • CRN-4 25106120

Especializada em doença celíaca, SIBO, doenças autoimunes e saúde da mulher. Celíaca há 9 anos. Atende 100% online para todo o Brasil.

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